sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Guimarães: O bairrismo de homosexuais & terroristas

Diz-se no berço da nacionalidade que "Guimarães é Portugal e o resto são conquistas". Sarcasmos à parte, o espírito que encarna a alma da cidade assenta em grande medida nesta premissa e, em particular, num bairrismo que é exacerbado sob a forma de fervor clubista."Aqui é tudo preto e branco", dizem os sócios do Vitória. E, desse modo, é inadmissível para os mais indefectíveis verem o burgo de onde Afonso Henriques partiu à conquista de Portugal ser reconquistado, ainda que simbolicamente, pelos emblemas dos três grandes do futebol nacional. Talvez seja essa a justificação para que a abertura de casas de adeptos de outros clubes não seja vista com bons olhos. Em tempos já houve um núcleo do Sporting, que encerrou portas entretanto. O Conquistador coraria de vergonha se assim não fosse, garantem alguns adeptos, que chegam mesmo a fazer tábua rasa do direito de livre associação, consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Um alvo para o vandalismo

É precisamente este o ponto de cisão entre os mais arraigados adeptos vitorianos e António Soares, um engenheiro e professor de matemática, de 58 anos, o principal impulsionador da Casa do FC Porto em Guimarães. O espaço, cuja inauguração foi adiada pela direcção portista por não se reunirem "as condições mínimas", tem sido alvo de actos de vandalismo. Após ver a sua própria residência atingida à pedrada, António Soares confessa que já espera de tudo: "Tive um amigo portista que me disse não se querer envolver no projecto da casa por ter medo de retaliações sobre os seus filhos. Eu pensei que ele estava a exagerar, mas hoje sou obrigado a dar-lhe razão." O sócio-fundador e futuro presidente da Casa do FC Porto confessa ter recebido ameaças, tanto via Internet como através de telefonemas anónimos, e deixou de ser sócio do Vitória, apesar de ter comprado o lugar anual. "Deixei de ir ao estádio. Se o fizesse, o mínimo que me poderia acontecer era ser insultado. Receio agressões físicas. Além das mentalidades terroristas que existem nas alas mais radicais, nomeadamente na claque, há muita gente que deveria ter juízo e que apoia este tipo de acções", acusa António Soares.

Ameaças vitorianas

Do outro lado da barricada estão adeptos vitorianos, desde os jovens White Angels, a principal claque do clube, até aos mais velhos. Os "bacteriologicamente puros" apelidam de "vitorinos" todos os vimaranenses que têm um segundo clube. Entre um grupo de sexagenários, que se junta num dos bancos de jardim do Largo do Toural, Manuel Ribeiro Gonçalves, sócio n.º 697, é dos mais exaltados com a hipótese de o FC Porto conquistar o seu espaço na terra de onde nasceu Portugal. Para ele, a cidade só pode ter um clube. "Não queremos ver por cá bandeiras que não sejam pretas e brancas. Essa afronta é motivo para partirem aquilo tudo, incendiarem ou porem lá uma bomba." O discurso não muda junto das camadas mais jovens de adeptos. Berto Guerra, presidente da claque White Angels, que não assume culpas nos recentes desacatos na Casa do FC Porto, critica a iniciativa de António Soares: "Acha que é possível haver condições de segurança? Esse indivíduo nunca se vai sentir seguro depois de abrir uma casa que não pertence a esta cidade."Perante tais ameaças, António Soares reage argumentando: "Aqui há pessoas que desconhecem o significado da palavra tolerância. Esses terroristas locais não podem condenar o fundamentalismo talibã, por exemplo. A lei portuguesa permite a liberdade de associação, é isso que queremos exercer."
in DN

Antes de mais, fica sempre bem repor a verdade dos factos e em Guimarães os adeptos vivem no futebol como os homosexuais no Irão. Quando se aborda a questao do bi-clubismo, a resposta é sempre a mesma, "no Irão nao existem homosexuais", mas toda a gente sabe que os há. Com medo de repressão alguns dizem-se não puros, mas acima de tudo vitorianos, que é como quem diz eu também gosto de salsicha, mas gosto mais de grelos com batatas cozidas... e então já está abilitado a conviver na tribo!

Há que manter o mito vivo e atitudes como está de impedir que a Casa do FCP se instale em Guimarães, é mais uma das atitudes que ajuda a esconder que a afluência poderia ser imensa, numa cidade cheia de benfiquistas, portistas e sportinguistas reprimidos ou com medo de se assumirem ... tal qual um homosexual no Irão!

4 comentários:

Anónimo disse...

"cidade cheia de benfiquistas portistas e sportinguistas reprimidos ou com medo de se assumirem" ?????
Só digo isto.Perdoa-lhes deus ,que eles não sabem o que dizem!
As barbaridades que se dizem quando não se gosta de determinado clube!

HMAG disse...

Duvido que conheças a cidade melhor que eu ...

josé manuel faria disse...

Há milhares de benfiquistas na cidade e concelho.

Também conheço para aí uma dúzia de belenenses como eu. Bem sou de Vizela, mas conheço muito bem Guimarães.

Anónimo disse...

Se há assim tantos portistas, benfiquistas e sportinguistas aqui na CIDADE BERÇO, certamente que teriam a força necessária para abrirem uma casa, mas se calhar não são mais do que os VITORIANOS e aí quem manda???

GUIMARÃES É DOS VITORIANOS, esse senhor se quer abrir uma casa do porto que vá para a terra dele (santo tirso), e deixou de ser sócio?? ainda bem, pois gajos como ele não fazem falta nenhuma ao GRANDE VITÓRIA SPORT CLUB