domingo, 23 de dezembro de 2007

Cidade Natal!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Numa noite fria de Dezembro, um Conto de Natal:

Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel.
O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo.
Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo.
Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!
Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão.
A mulher escutava, com os olhos famintos:
- E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava?
O mendigo suspirou:
- Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam!
A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia.
Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.
A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada:
- Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!
E a mãe, em soluços:
- Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
- Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
- Aqui estou.
Eça de Queirós, "O Suave Milagre".

Pitões das Júnias!


"Não desejo ao meu maior inimigo a incapacidade expressiva que se apodera de mim diante de certas paisagens do mundo."
Miguel Torga


De volta a casa ...

Foto roubada ao Miguel Angelo

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Combate ao Crime em Regime de Voluntariado

"Segundo informou (...) a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação criminal, o Ministério da Justiça apoia-se em duas decisões judiciais, segundo as quais o trabalho da PJ entre as 20 e as 8 horas não tem que ser pago. Combate ao crime em Portugal só, pois, nas horas de expediente. Quando, como aconteceu agora no Porto, a PJ precisa de actuar entre as 20 e as 8 fica dependente de conseguir ou não arrebanhar inspectores que não tenham nada que fazer nessa noite e se disponham a trabalhar e a pôr a vida em risco de borla. "

"Por outras palavras, Manuel António Pina" no JN

Agora é só concertar esforços com a Associação Sindical dos Funcionários do "Banditismo", para que concentrem o seu expediente no mesmo período de tempo e aguardem, pelo menos, até quinze minutos depois das oito da manhã para que sejam detidos em casa, quando a situação o justificar.
É de facto (cada vez mais) banal assinar contratos de oito horas, pagos na proporção de cinco e em que se trabalham efectivamente doze.
Claro que tudo isto está sujeito à livre vontade de cada um(o que acontece normalmente devido à forte concorrência existente no mercado de trabalho).
Contudo, quando falamos de justiça não nos podemos dar a esse tipo de veleidades se queremos garantir o desenvolvimento do país e das suas instituições.

"Esse é um dever dos nossos Governos, e terá de ser uma exigência dos portugueses, todos os dias."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Love Generation?! No! Light Generation!!

Por Cristina Sousa

Virgens suicídas… ups! assumidas! Hmm… confusas?!


Pois é, o que está a dar por terras do Tio Sam são mesmo os “bailes de pureza”, bailes em que raparigas dos 9 aos 16 anos juram virgindade até casarem.
Nestas pomposas cerimónias, as raparigas fazem, então, o juramento a Deus de se manterem castas, sendo que também os pais (os homens) também “se comprometem a manterém-se fiéis, honestos e íntegros” para com as mães das crianças e a afastarem-se dos pecados carnais.
A cerimónia termina com os pais a ofereceram às filhas um “anel de pureza” ou uma “pulseira de castidade”, que será entregue aos maridos na noite de núpcias.
Criados em 1998, pelo ministério religioso Generations of Light, no Colorado, estima-se que, só em 2006, tenham sido realizados cerca de 1500 bailes em 48 estados americanos.
O sucesso desta última moda entre os cristãos conservadores norte-americanos é tal que até já extravazou as fronteiras, havendo listas de espera para a organização de bailes na Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido.
Quem defende a castidade entre os jovens é George Bush. Inclusivamente, foi criado, pela Casa Branca, um gabinete de Iniciativas Baseadas na Fé, para apoiar eventos do género.
Só em 2007, foram atribuídos 180 milhões de euros à campanha a favor da abstinência sexual! Isto num dos países desenvolvidos que, segundo os últimos dados, apresenta uma maior taxa de incidência do HIV. A abstinência não deixa, de facto, de ser uma medida possível para evitar a transmissão do vírus, mas, não haverá métodos mais eficazes??
[1]
Apesar disso, segundo um estudo feito em 2005 pelas Universidaddes de Columbia e Yale, 88% das jovens que juraram manter a castidade até ao casamento não o cumpriram.
Bom, como é da praxis, é fazer as contas! Se tratam assim as jovens como mercadoria que deve ser conservada intacta até ao casamento, fazer o quê? Mas perante os números, se calhar atrever-me-ia a sugerir que as colocassem numa redoma…


[1] Admito que possa haver aqui um certo conflito de interesses: por um lado, religiosos, por outro, de saúde pública… Como resolver a questão sem sacrificar totalmente um deles? Impossivel, diria eu mas se há uma coisa que fica sempre bem e ajuda é o bom senso…

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

[Pausa]


Com um brilhozinho nos olhos

e a saia rodada

escancaraste a porta do bar

trazias o cabelo aos ombros

passeando de cá para lá

como as ondas do mar

conheço tão bem esses olhos

e nunca me enganam

o que é que aconteceu diz lá

é que hoje fiz um amigo

e coisa mais preciosa no mundo não há.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Jogos de Poder

SERGEI MARKOV
Russian politician, after former Gazprom chairman
Dmitry Medvedev was anointed as Putin's preferred successor on Dec. 10

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Hermenêutica Jurídica não é desculpa para tudo!!!

Câmara paga despesas judiciais de autarcas e ex-autarcas com base em parecer de jurista de Coimbra. A Câmara de Felgueiras está a pagar as despesas judiciais de autarcas e ex-autarcas com base num parecer do jurista de Coimbra, Mário Rui Marques de Carvalho, emitido a pedido de António Pereira que substituiu Fátima Felgueiras durante dois anos.

Fátima Felgueiras disse, a propósito, à Lusa que se os jornalistas «perguntarem por esse país fora, verão que todos os municípios procedem de igual forma ...

... Aquele professor da Universidade de Coimbra sustenta que o pagamento de advogados e custas processuais é legal «quando o processo tenha por causa actos praticados por um autarca no exercício de funções para que foi eleito» (...) As verbas, «apenas terão de ser restituídas, se vier a ser provado, por decisão ou sentença transitada em julgado, que actuou com dolo ou negligência grave»

Alguns juristas têm, no entanto, outro entendimento, (...) «Tais despesas não decorrem directamente do processo, mas de um comportamento do eleito perante a justiça», disse hoje à agência Lusa o especialista em Direito das Autarquias Locais António Cândido de Oliveira.
... O pagamento de despesas pelas autarquias que resultem, por exemplo, de desrespeito por um mandado judicial de captura e das consequências que daí directamente resultem, não está no âmbito da lei que regula o estatuto dos eleitos locais.«É algo que está ligado ao seu comportamento como cidadão e não à condição de eleito local».
Também contactado pela Lusa, o constitucionalista Bacelar Gouveia considera que a norma legal que confere apoio aos autarcas, caso não seja provado dolo ou negligência, não se aplica na íntegra ao caso Felgueiras, embora admita que possa ser dúbia.
«É uma questão penal, ela não está a ser julgada como presidente de câmara. É como pessoa», afirmou. (...) Seria imoral que os eleitos tivessem direito a pagamento de todas as despesas quando sujeitos a processos.«Se fosse assim, então um presidente de câmara que matasse uma pessoa ainda tinha direito a um advogado?»
(...) Bacelar Gouveia destacou que Fátima Felgueiras está a ser julgada por crimes de corrupção. «Não exerceu funções em nome do município. Exerceu esses actos para benefício próprio»..."

FONTE: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=70094

Filhos de um outro Deus

"O padre de Campo, Couto, Roriz e Tamel S. Fins, em Barcelos, vai deixar de dar os sacramentos e privar o acesso a todos os bens, movimentos e serviços (missas de sufrágios, catequese, atestados) naquelas quatro paróquias aos fiéis que não estejam inscritos nem tenham pago a côngrua (um dia do salário mensal) até ao próximo dia 23. O aviso, lançado no boletim paroquial e no fim da missa dominical, "sustenta-se no que diz o direito canónico e a Conferência Episcopal", realçou Avelino Castro, de 29 anos e sacerdote desde 2006."
Depois de tanto se falar da qualidade do ensino em Portugal, esta notícia sobre um Padre recém-formado, faz-me pensar se as coisas andarão melhor nos nossos Seminários.
Infelizmente, a Igreja em Portugal também tem "destas coisas".

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Quem é que se anda a portar mal, ah?!

"Um sismo com a magnitude de 5.4 estremeceu esta sexta-feira a ilha de Bali, onde mais de dez mil pessoas se encontram a participar na conferência sobre as alterações climáticas, avança a CNN"

Parece que a "mãe" natureza se zangou com alguém ...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Associação Académica da Universidade do Minho: Os Poetas do Costume

Foram 85 por cento, sim, mas isso apenas mostra que “as pessoas estão satisfeitas com o trabalho que a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) tem vindo a desenvolver”, indicou Pedro Soares à imprensa, logo após a divulgação dos resultados eleitorais.

É a chamada "Democracia Poética".
*

Boa sorte para mais um mandato!

“As pessoas novas trazem sempre ideias inovadoras e ajudam-nos a crescer”.

Ora ai está: pessoas novas. É precisamente disso que a AAUM precisa.

* - A poesia, ou género lírico, ou lírica, é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

30 de Novembro de 2007: Novo Bastonário!


Surpreendentemente Belo!


Por Cristina Sousa


BALLET: A BELA ADORMECIDA
ÓPERA ESTATAL DE BASHKIR

Na passada semana tive a oportunidade de assistir ao bailado da Bela Adormecida, no Theatro Circo. Fiquei encantada! Aquele brilho e esplendor das frágeis bailarinas, os passos e corridas em bicos de pés, a música de Tchaikovsky… Um espectáculo majestoso, sem dúvida!

Estreado pela primeira vez em S. Petersburgo a 3 de Janeiro de 1890, A Bela Adormecida é reveladora de uma sociedade russa que constituía não só o maior país europeu, em termos populacionais, mas também o maior país no que se referia à dança. Aliás, era o país da dança. Para marcar todo esse auge em que a Rússia se encontrava, impunha-se a criação de um espectáculo o mais perfeito possível, que maravilhasse qualquer um que o visse, não só pelas suas proezas técnicas mas também pela riqueza dos figurinos, dos cenários, coreografias, músicas…
A Bela Adormecida era tudo o que a sociedade da época esperava ter: um conto de fadas, com muita riqueza, longe das guerras, onde a magia transforma o mal no bem e onde este sempre vence.
Marcando o primeiro encontro entre Marius Petipa e Piotr Illitch Tchaikovsky é, ainda hoje, um dos ballets mais apreciados no mundo e é considerada o exemplo mais puro do Bailado Clássico.


Ballet em três actos, cinco cenas e prólogo
Libreto: Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, baseado num conto de Charles Perrault
Coreografia: Marius Petita
Música: Tchaikovsky


Apesar da fraca qualidade, aqui fica um cheirinho do espectáculo:
http://www.youtube.com/watch?v=-h3NU3zREhk

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Outra vez: o perigo dos rótulos!

Nos tempos que correm, numa sociedade dita liberal, é vulgar sermos rotulados e rotularmos aqueles que nos rodeiam! Não será isso perigoso e castrador da individualidade e identidade?

Mas qual «geração rasca»?

Este fim-de-semana tive uma experiência social bastante enriquecedora, que me permitiu reflectir nalgumas "sentenças" que são proferidas "de cor" e porque "toda a gente assim o diz".
Ora, a expressão "jovens, geração rasca" é, hoje, na minha opinião, uma frase precipitada e completamente desfasada da realidade.
No contacto que, este últimos dias, pude ter com a sociedade em geral, desde crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, apercebi-me que os jovens são bastante mais sensíveis aos problemas da sociedade e às aqueles que vivem marginalizados, bastante mais atenciosos para com aqueles que os abordam e, sobretudo, mais educados.
Então, questiono: quem é afinal a tal "geração rasca"? Será que existe de facto? Ou será mais uma forma que nos desligarmos das responsabilidades que temos para com a sociedade, o meio onde vivemos? E, por sua vez, deslocarmos as "culpas" para os outros?
Sim, concordo que os jovens vivem hoje uma inércia que, de algum modo, se revela preocupante. Mas serão eles os únicos responsáveis? Não será, também, verdade que os outros, "os menos jovens", não se apercebendo dos "sinais do tempo", não conseguem compreender e cativar a juventude? Não estarão as instituições desgastadas, ultrapassadas, algumas quase moribundas e outras "apodrecidas"?
Dá que pensar!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mas quem é o ENORME afinal?


O Braga, mais uma vez elevou o nome de Portugal nas competições europeias!

Deixou os alemães com a certeza de que, no Minho, quem quer ganhar o que quer que seja, tem que "suar". Até porque já estamos habituados a jogar com o "campo inclinado" quando os "ditos grandes" vem cá jogar!

Não chegaria a tanto ...

Um dia tive a impressão que:

O toque de um telemóvel pode dizer muito acerca de uma pessoa.
Hoje recebo a notícia que:


Toque de telemóvel dá direito a prisão [nos E.U.A.].



quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Braga tem (ainda) mais encanto nestes dias ...



Sondagens "da Casa":

As eleições para a O.A. são amanhã e os nossos visitantes apostam em António Marinho Pinho.

Quanto à praxe, o resultado foi o que se previa. Por muito que haja críticas arrojadas por todo o lado, os que por lá passaram, maioritariamente, gostaram.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

“Americanos consideram “Rua Sésamo” imprópria para crianças”

Por Cristina Sousa
Quem não se lembra das personagens deste programa infantil?! Do Poupas ao Monstro das Bolachas, do Ferrão e o seu agripino ao Becas e Egas?! As manhãs da nossa infância eram bem animadas e educativas.
No entanto, e numa altura em que, nos EUA, se prepara o lançamento de um DVD da Rua Sésamo, surge a notícia que, afinal o conteúdo de alguns episódios “poderá não ser assim tão apropriado para as crianças do pré-escolar”. Os dois primeiros episódios vão mesmo ser classificados como para adultos.
Tudo isto porque, no primeiro episódio, que data já de Novembro de 1969, uma menina fazia-se amiga de um desconhecido que a convidava para ir a sua casa tomar leite com bolachas e porque, imagine-se, há uma cena em que o Egas pede ao Becas que lhe passe o sabonete enquanto está no banho...
Os episódios, analisados à luz dos nossos dias, não tardaram em levantar polémica, sobretudo pela “dúvida” de que estes dois bonecos formariam um par homossexual.
Como sabemos, a televisão, e mormente, os desenhos animados, são um meio feroz de incutir valores e influenciar comportamentos, ainda para mais nas crianças. Há, portanto, que atender e controlar aquilo que poderá surtir efeitos nefastos na formação dos pequenos telespectadores.
De facto, e como diz Daniel Andersen, psicólogo na Universidade de Massachusetts, “os telespectadores de hoje tornaram-se hipersensíveis”, pelo que, penso, ser de incluir também nos desenhos animados “filtrados”, as séries violentas que invadem a nossa televisão, como sejam o “Dragon Ball", o "Pokémon" e os "Power Rangers”, entre outros.
Sobre as crianças e a violência da televisão e o processo de imitação, sugiro a visita a:
www.ipv.pt/forumedia/3/3_fe5.htm

Guerra Colonial: Um olhar diferente!

".... Porém, ao mesmo tempo que Angola, suscitava cada vez mais apetites, sendo, a propósito, de relembrar a reacção do Doutor Salazar quando o Ministro do Ultramar de então, o Prof. raul Ventura, lhe levou a novidade do petróleo angolano - mais ou menos isto: «Petróleo em Angola! Só me faltava mais essa!» Salazar era, na verdade, um homem lúcido! Fechado, porventura desfasado, mas lúcido. E português.
Escusado será relembrar que os auto-promovidos e impreparados dirigentes dos territórios de influência portuguesa, entre a ruptura e o "jogo" de uma evolução no imediato federalista, obviamente que, bem manipulados pela União Soviética e pelas doutrinas de kennedy, escolheriam a primeira via.
Os resultados viriam a seguir em curto tempo histórico. Eclodiria o 25 de Abril e tudo o que lhe foi inerente: a entrega gratuita, e sem mais, dos labores seculares do País. E, na parte africana, seguir-se-iam os genocídios tribais, guerras prolongadas e sangrentas, tudo ocupando pouco menos de 30 anos.
(...) Independência, independência efectiva o que é? Diz-nos, em Editorial, o semanário moçambicano "Savana": «Ser independente e soberano não significa somente ter uma bandeira, um escudo e um Presidente. É muito mais do que isso. Significa, em primeiro lugar, estar livre da fome e de outros males que a miséria carrega dentro de si. Significa habitação condigna, viver em ambiente limpo, ter acesso livre a cuidados médicos e à educação, ter a liberdade de escolha e de expressar livremente os seus pensamentos sem receio de represálias»."
M. de Santos Loureiro
, "O dossier Guerra de Joaquim Furtado (2)", in Diário do Minho, 14 Novembro 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

1, 2, 3 ... Digam lá outra vez!

Ingleses gritam por Mourinho
A derrota da Inglaterra frente à Croácia, afastando do próximo Europeu, na Áustria e na Suíça, a pátria-mãe do futebol, foi o maior escândalo da vida britânica nos últimos anos. No final do jogo, muito público gritava às portas do Estádio de Wembley: «Mourinho! Mourinho! Mourinho!»

in A Bola

Arrogante, controverso e com um ego do tamanho do mundo. Esta é a forma como, muitas vezes, descrevem Mourinho em Inglaterra. No fundo, consideram ser inaceitável que alguém de um país que, na ideia deles, é quase mar, quase Espanha, tenha uma postura de superioridade perante a "grande" ( e derrotada) Inglaterra.
A verdade é que Mourinho já vergou os ingleses quando chegou, viu e venceu com o Chelsea.
Agora, está mesmo "condenado" a fazê-lo, quer aceite ou não. Se, por um lado, aceitar, vai ser o salvador da pátria, com o futebol inglês a seus pés. Se, por outro lado, não aceitar, vai pisar sem deixar ajoelhar primeiro.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Alguém precisa de um rótulo? Tenho aqui uns a sobrar ...


Parece-me precipitado que se classifique o habitante da aldeia X, da vila Z ou da cidade Y como tendo uma mentalidade retrógrada. Que, aliás, se diga que não estão reunidas as condições mínimas de existência nesses locais. No mínimo, ridículo

É, sem dúvida, importante que as infra-estruturas e acessos das aldeias evoluam e permitam mais e melhor qualidade de vida.
No entanto, não devemos, nem podemos rotular esses locais de: "o pior sítio do mundo" ou afirmar desaforadamente que os seus habitantes são: "atrasados (...) que passam a vida a falar dos outros".
Respeitem-se as diferenças, as pessoas e os seus modos de vida.

Ressocialização!

“Cada um tem o inalienável direito de ir para inferno à sua maneira, contando que no caminho não mate nem roube ninguém”
Figueiredo Dias

HIV: Uma visão com sal e pimenta!

"A falta de educação em sexo e saúde dos Juízes do Tribunal da Relação de Lisboa é reflexo de um país com medo do que tem entre as pernas e debaixo da pele, ou por cima dela. Quem não sabe é como que não vê. Dizer e pregar medo com o risco (que não existe) de transmissão do HIV-SIDA pelo suor, lágrimas e saliva é de um analfabetismo teimoso. E pela comida mais depressa vinha uma salmonela ou uma perna de rato. A qualidade da cuisine ou da cirurgia passa pelo sabor do repasto ou o tamanho da cicatriz (e o serviço por baixo) que propriamente pela virémia*, reduzida que está com a terapeutica actual. Só a competência pode determinar os vínculos no trabalho."
*quantidade de vírus no sangue

Mesmo a precisar de um 25 de Novembro!

"Vive-se hoje um clima na RTP idêntico ao que se vivia a seguir ao 25 de Abril"

Agostinho Branquinho (deputado PSD), Assembleia da República, no "Público"

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Missão Cumprida!!

Com um empate, a ferros ou sem eles, estamos apurados.


Vamos esperar que no próximo Campeonato Europeu de Futebol seja (pelo menos) como nas últimas duas provas que participámos: com muitas críticas a abrir caminho às vitórias!

Perguntem aos ingleses se um empate é mau para garantir a qualificação?!

Considero as Opiniões deste Homem!


Numa palestra na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, quando não se tem medo de dizer o que se pensa de facto:


O Estado tem o dever de fornecer educação a qualquer aluno, mas há uma contrapartida: o aluno tem de trabalhar”, afirmou Medina Carreira. (...)Pondo ênfase na falta de empenho de muitos alunos ...

Neste quadro, defendeu, há que desconfiar das taxas de aprovação no ensino, que podem estar a ser artificialmente inflacionadas pela falta de exigência dos professores que tentam desta forma garantir a passagem de ano dos alunos, com a conivência do Estado. “Para o primeiro-ministro, saber não é importante; importante é o certificado”, ironizou.

(...)Comentando o nível dos estudantes universitários, Medina Carreira admitiu até que abdicou da actividade docente por ter deixado de “ter paciência para analfabetos”.

“Isto é um país de anedota”(...) A tudo isto soma-se uma classe política incapaz de fazer reformas e que apenas aguarda o momento certo para “assaltar a máquina do Estado”. Os partidos políticos, defendeu o advogado, estão presos a um regime pouco eficaz e, por isso, assentam as suas campanhas eleitorais em “mentiras”. A partir do segundo ano de Governo começam simplesmente “a preparar a mentira seguinte”.

A solução proposta pelo convidado do NAECUM é simples: uma reforma política que altere o regime semi-presidencialista, transformando-o num presidencialismo do tipo americano, inovando na duração do mandato – “um período mais longo, até seis anos” – e na impossibilidade de recandidatura.

Um regime deste género permitiria, segundo o fiscalista, pôr cobro aos problemas de instabilidade e irresponsabilidade de um sistema bicéfalo e de um ciclo político pensado em horizontes temporais pequenos, muitas vezes encurtados devido às necessidades eleitorais.

Concluindo, e mantendo a toada pessimista, Medina Carreira afirmou acreditar no regresso do proteccionismo à Europa, perante a ameaça asiática. E defendeu que a social-democracia, com “pleno emprego, economia vigorosa e protecção social elevada”, é um mito no século XXI. Neste campo, “os desejos portugueses incidem sobre o impossível”, garantiu."

Fonte: ComUM

"Carta que Bento XVI escreveu aos nossos Bispos"

"... Para mim, alguns pontos que o Papa apresenta na carta não são novidade.
De facto, a fé portuguesa anda muito centrada em santos e santinhos, gerando confusões no pensamento sobre isto da religião e da fé. (...) De que me serve ir todos os anos a Fátima, por exemplo, se isso em nada contribui para uma mudança da minha relação com a comunidade? Até mesmo com Jesus?

(...) Muitas vezes, em Igreja pergunta-se, “porque é que já não vêm ter connosco?”. Para mim uma pergunta que já demonstra preocupação, mas ainda é voltada para dentro.
A meu ver, juntamente com esta questão deve surgir outra: “o que é que nós, Igreja, estamos, ou não estamos, a fazer que provoca este afastamento em relação a nós?”.

Penso que Bento XVI também está a colocar esta última questão aos Bispos. Afinal, andamos a centrar a fé nas romarias e não na Pessoa de Jesus. E conhecer a fundo Jesus Cristo não é, de todo, perdoem-me a expressão, esfregar as mãos nesta ou naquela imagem em busca do milagre, ou sabe-se lá do quê.
(...) Tem de se perder o medo em partir estruturas antigas e olhar às novas respostas para os dias de hoje. De facto, vinho novo em odres velhos, já se sabe o resultado.

(...) Há tanto bem na Igreja, que acaba por ficar abafado por mesquinhices que não têm interesse nenhum. De que me serve anunciar que “Jesus é amor” se isso não é vivido? De que serve estar a dizer às pessoas para vir à Celebração Dominical, se não se explica, na medida do possível, o que se passa naquele momento? Não faz sentido ir à Missa por obrigação... Faz sentido quando busco uma relação...
(...) Há dias comentaram-me que a Igreja deixou de evangelizar há 1700 anos atrás, quando saiu das catacumbas, porque a partir desse momento deixou de propor, para passar a impor. Tenho noção de que este pensamento pode ser redutor, mas tem o seu quê para reflectir. (...) Afinal, a libertação do ser humano passa por uma relação de esperança e verdade diante de Deus e não de medo, como se de um tirano tratasse. E esta relação tem de ser livre (...) Ora, nós crentes, temos de ser os primeiros a dar o exemplo do acolhimento, do não julgamento.

(...) Se Bento XVI pede para nos centrarmos em Jesus, torna-se evidente, pelo menos para mim, que temos de voltar o nosso olhar para o Mistério da Encarnação. Não estou a ver Deus encarnar por um capricho, mas sim por este profundo desejo de integrar toda a humanidade na sua divindade. E isto vive-se em comunidade, na relação comigo, com os outros e, sobretudo com Jesus, Deus encarnado. Isto é mesmo muito sério…"
PAULO DUARTE SJ, IN O INSECTO

Transportes Urbanos de Braga!

Ultrapassa os limites da minha compreensão a inércia, que segundo dizem já se arrasta há anos, perante o que sucede, todos os dias, na Rua D. Pedro V, em Braga.
Todos os dias, deparamo-nos com um congestionamento nessa via.
Não há, claramente, espaço suficiente para veículos estacionados e trânsito nos dois sentidos.
Quem paga um serviço tem direito a que esse mesmo serviço seja prestado em condições minimamente razoáveis. E perder, diariamente, cerca de 15 minutos à espera do respectivo descongestionamento ultrapassa os barreiras da razoabilidade.
Será que os responsáveis pela resolução deste problema usam os Transportes Públicos Urbanos? E se usam, será que têm horários para cumprir? Não me parece.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Bolos a 0,35€ só no Comércio Tradicional: Beneficio Liquido

É o que se chama uma jogada de mestre. A prova de como o chamado comércio tradicional, querendo, também pode ser arrojado. Uma pastelaria do centro da cidade de Guimarães, farta de mandar pastéis para o lixo, decidiu apelar aos neurónios e lançar uma campanha. Dito de outra forma mais vale não perder do que não ganhar nada. A partir das 17 horas, os bolos na Supremo Gosto custam apenas 35 cêntimos. Metade do preço normal. Não foi preciso esperar muito para ver que se tratou de uma aposta ganha, aquilo a que os especialistas chamam "boa estratégia de marketing".

Noticia do JN, via Avenida Central


Claro que poderão haver outros efeitos positivos decorrentes da campanha: o consumidor comprar também, por exemplo, uma bebida.
Bem como, poderão existir outros efeitos negativos: o consumidor pode ficar com uma opinião "negativa" quanto à qualidade dos bolos que vai adquirir por via da diminuição do preço.
No entanto, analisando apenas o ganho resultante da campanha em termos de venda de bolos adicionais:

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"O deficiente: Combate ao preconceito"

Debate:
5ª feira, dia 22 de Novembro
pelas 21:30h
a decorrer no CAB

Contará com a presença de profissionais da área (psicólogo e terapeuta) e com dois deficientes motores que partilharão o seu dia a dia de luta para viverem o mais integrados possível.
Sendo uma realidade que tantas vezes nos passa ao lado, penso ser uma oportunidade de sensibilização e proximidade a aproveitar.

sábado, 17 de novembro de 2007

[Piropos]

"Ó filha, queres ir ao céu? Sobe os andaimes que o resto do caminho é por minha conta!"

...

"Ai não queres? Eu vi logo, gorda como estás é porque não suas muito!"

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Palavras para quê?!

Será a praxe o problema?

Eu acho que o "cacique" para o governo e controlo dessas Associações é o problema.

A Praxe é só mais um meio.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Indeed: A proposito de tabaco, sal no pão e o camandro ...

"Tabaco, gordura, hábitos saudáveis, cabecinhas bem pensantes, etc… Serão todas estas manifestações de uma sociedade obcecada com a perfeição?
Será tudo isto uma manifestação de uma sociedade fascinada pelo politicamente correcto?
É difícil dizer mas uma coisa parece certa: se eliminarmos o nosso lado lunar a ponto de o reduzir a um primitivismo sempre condenável por uma sociedade bem-pensante, saberemos cada vez menos o que é um ser humano…"
Luciano Silva no Espasmos da Memória

A Praxe?! Eu?! Adorei!!

(A propósito de uma troca de argumentos sobre a Praxe no Avenida Central, entendi que devia escrever estas linhas!)
No meu caso concreto, apesar de ter passado por algumas situações que, provavelmente, vos deixaria mais chocados que esta imagem em particular ["apologia da humilhação"dizem uns], não posso deixar de sublinhar que, depois de tudo passado, teria ficado muito triste e frustrado se esse fim que profetizam para a praxe, tivesse acontecido antes do meu ano de caloiro.
E tenho a certeza que o mesmo diriam os meus amigos e colegas que, no mesmo período, entraram em diferentes cursos e universidades.
Na verdade, a praxe é diferente entre as diversas Universidades do país. Admito, de facto, que muita coisa deveria mudar e muita gente deveria ser responsabilizada por determinadas situações intoleráveis de claro abuso de poder e atentado à dignidade individual. Totalmente de acordo!
No entanto, não será menos verdade que os visionários que prevêem o fim da praxe não sabem, não souberam e, provavelmente, nunca vão saber o que é o espírito académico. Aliás desconhecem de todo o quão importante e divertido pode ser a praxe.
Infelizmente, nem eu [um desses dementes atávicos que não rejeita a praxe], nem ninguém lhes poderá ensinar, é algo intransmissível e pessoal.
Criticar
sem sequer ter experimentado é, na maioria das vezes, fácil. Aliás, nem é preciso procurar muito, pois de maus exemplos [perfeitos para exemplificar o que não nos agrada] encontra-se este "mundo esclarecido" cheio.

Porque não te calas para sempre?! ...

O Presidente Hugo Chávez quer proceder a uma "profunda revisão" das "relações
políticas, económicas e diplomáticas" entre o seu país e a Espanha. "As empresas
espanholas vão ter de prestar mais contas", disse Chávez, numa clara ameaça aos
investimentos espanhóis.

... é que tens tanto de ditador como de otário!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Por falar em perseguições...(2)

RTP quer demitir José Rodrigues dos Santos.

Fonte: Público, 14 Nov & Expresso

Uns são supostamente "corruptos"; outros são claramente snobes

"Piers Merchant, assessor do eurodeputado Roger Knapman, citado pelo semanário "Sol" on-line, acusa o sistema judicial português de ser "corrupto" e refere que o Governo inglês se tem envolvido no apoio ao casal McCann porque "Portugal não tem uma verdadeira tradição de direitos civis, liberdades e democracia".


FONTE: JN, 14 de Novembro

Apetece dizer que: palavras vãs, ou será (?), vozes de burro não chegam ao céu.
Como pode um pretenso fidalgo british ser tão irresponsável ao ponto de acusar e difamar uma entidade pública sem ter provas e fundamentos?
Na verdade, não passa de um assessor sem quaisquer qualificações e de Direito/Justiça provavelmente só terá ouvido falar por intermédio da comunicação social.
Como o próprio PGR afirmou: "a resposta a dar a um deputado europeu tem de ser política e não jurídica."

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O Perigo das Generalizações!

É, de facto, importante apreciarmos a música do nosso país mas daí a impor-nos qual o tipo/género música que vamos ouvir durante o dia?! Não compreendo! Não deveria ser o próprio cidadão a reconhecer livremente o valor da música nacional?
Depois, trata-se de uma norma que não atende às especificidades de todas às Rádios. Existem Rádios que não têm produção para cumprir a quota exigida. Iremos ouvir dez vezes por dia a mesma música?
Poderia compreender esta norma junto das emissoras públicas mas já não entendo a sua generalização a todas as Rádios.
O que virá a seguir? A dobragem dos filmes? Quotas no cinema? Teremos todos de ver um filme português por mês?
E como afirma José Fragoso: "Esta legislação não faz sentido porque faz da rádio o bode expiatório da situação em que se encontra a música portuguesa. Esta lei pouco ou nada vai contribuir para que este problema se altere".

"Diz-me com quem andas ... "

[Momento Intimista]

Fé & Poesia


"Não sou nada.
Nunca serei nada.Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Tabacaria, Fernando Pessoa
"Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus. Eu vos garanto: se alguém disser a esta montanha: "Levanta-te e lança-te ao mar", e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. É por isso que Eu vos digo: tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será."
Marcos 11, 20-25

BANCO ALIMENTAR

Banco Alimentar contra a fome

Esta iniciativa irá decorrer em Braga, nos Hipermercados Feira Nova, Carrefour, Modelo, Pingo Doce e Makro, e em Vila Verde, no Hipermercado Feira Nova.

Irá realizar-se durante os dias 1 e 2 de Dezembro.

Inscrições:
e-mail para balimentarbraga@gmail.com com:
- nome
- telemóvel
- e-mail
- disponibilidade quanto ao horário e ao(s) dia(s)
- preferência/indiferença quanto ao Hipermercado


Participa!

Perfil político ... a sério?

Your Political Profile:
Overall: 60% Conservative, 40% Liberal
Social Issues: 50% Conservative, 50% Liberal
Personal Responsibility: 50% Conservative, 50% Liberal
Fiscal Issues: 100% Conservative, 0% Liberal
Ethics: 50% Conservative, 50% Liberal
Defense and Crime: 50% Conservative, 50% Liberal
Depois de umas visitas a outros blogues, decidi, também, descobrir até que ponto um tipo como eu, "contra o casamento entre homosexuais e contra o aborto livre", arrebentava com a escala nesta espécie de rastreio padrão ... Upss! ... Parece que afinal até sou um «bocadinho» liberal! E esta, hein?!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mas afinal o que é ser «provinciano»? (2)

"A endémica centralização portuguesa - mais uma má tradição de muitos séculos - forçou este paradigma de aferição das coisas como dominante. Indiscutível, até. Qualquer assunto da capital converte-se, falaciosa mas quase inconscientemente, num problema capital para todo o país. Em lado nenhum do mundo por onde andei conheci maior provincianismo do que a forma lisboeta de encarar o mundo através da sua apreensão irremediavelmente umbilical. O tipo normativo comum do lisboeta crê-se o centro do país em todas as suas dimensões. Pior: julga-se, cumulativamente, no âmago do universo conhecido e desconhecido."

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

[Des]Aprendizagens do dia:

1. Sentido de Estado
Foi o Secretário-Geral do PS que se apresentou no parlamento a discutir o OE. O Primeiro-Ministro deve ter ficado algures numa qualquer cimeira europeia, onde em descanso devem repousar o sentido de estado e de responsabilidade perante o povo português.

2. Estado Social
As palavras "realistas" de Silva Lopes foram o momento mais interessante do Prós e Contras e um verdadeiro retrato do que não é dito na política socialista, mas está lá. Silva Lopes disse, preto no branco, duas coisas: uma, que os orçamentos do PS não diminuem as disparidades sociais que se agravam em Portugal; outra, que é a classe média que deve pagar a crise, são os seus rendimentos que devem ser diminuídos para garantir maior equilíbrio social. Ou seja, traduzido em não-socialistês, o estado deve agravar a política de agressividade fiscal sobre a "classe média", os "remediados", para redistribuir aos "verdadeiramente pobres".

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Que propósitos?

Tentei inutilmente estabelecer uma ligação entre a imagem e o festival internacional de cinema anunciado. Não consegui perceber.

Mas afinal o que é ser «provinciano»?

Após um breve passeio pela blogosfera,
A melhor chiste da semana: «Pela minha experiência pessoal, um aluno em Lisboa que seja adepto da praxe não pode ser lisboeta. Nenhum aluno lisboeta se quer sujeitar a essas figuras; só os de fora de Lisboa. Daí o referido (e eloquente) “querer trazer” a praxe da província para Lisboa.»

sábado, 3 de novembro de 2007

Os adultos são complicados!

"Já vi crianças a dizer aos pais: Não há dinheiro? Por que não vais à
máquina, saem de lá notas
."

Jornalista Fernando Sobral, in JN

Li algures, esta semana, que:

"Matar por compaixão é matar a própria compaixão."

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Economia Paralela?! Nah ... aqui e' tudo declaradinho!


Pela porta pequena ... mas com "votos de felicidades"!

(...)As exibições menos conseguidas e os resultados verificados, nada
condizentes com os objectivos e pergaminhos do clube, estiveram na base desta decisão. No entanto, a SAD do S. C. Braga não pode deixar de agradecer o brio profissional e a dedicação ao clube demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu o S. C. Braga(...).

in scbraga.com

Chamam-lhe gentileza!

Em S. João da Madeira,
"Lugares exclusivos para... as mulheres, mais largos do que os "normais" e até mais generosos do que alguns dos espaços reservados para deficientes, mulheres grávidas ou idosos."

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

[sem comentários]

António Carneiro e Américo Martins, responsáveis pela organização de um dia de convívio entre estudantes das duas academias, garantem que «tudo não passou de uma brincadeira de praxe», admitindo, apenas, que poderá ter «passado das marcas, mas sem qualquer tipo de violência generalizada»: «Não houve matracas nem paus de marmeleiro, porque os estudantes o que trazem é colheres de pau, um dos objectos/símbolo da praxe».

Os dois universitários consideram que a PSP deve ter interpretado mal, o que se passava: «O facto de estarem duzentos alunos à espera de oito que se esconderam numa oficina, não quer dizer que lhe quisessem bater, mas tão só praxá-los».

Parabéns!

Meu Deus,
faz brilhar diante de mim, na vida do outro, o vosso Rosto.
Essa luz irresistível do vosso olhar, acesa no fundo das coisas, já me lançou em toda a obra a empreender e em todo o trabalho a sofrer.
Concedei-me o favor de vos ver, mesmo e sobretudo, no mais íntimo, no mais perfeito, no mais remoto da alma dos meus irmãos.



Teilhard de Chardin,sj

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

?

A propósito de um estudo realizado pelo Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho que revela que no distrito de Braga há atitudes racistas relativamente às minorias étnicas.
"A maioria dos 2018 cidadãos não ciganos inquiridos no distrito de Braga, no âmbito de um estudo sobre racismo e xenofobia, manifestou "preconceito, ignorância e indiferença" pelos modos de vida dos ciganos e imigrantes africanos negros."
-
Desconhecer ou não manifestar interesse pelos modos de vida dos ciganos e imigrantes africanos é pressuposto, indício ou sinal de discriminação?

(Pelo menos) 3 vezes ao dia, todos os dias ... Pela sua Saúde!

Acho que, agora sim Portugal está preparado para ultrapassar definitivamente a crise, pelo menos de confiança. Mais do que uma final do Campeonato do Mundo, do que a eliminação do défice, ou até mesmo mais que o desaparecimento de Mario Soares da política nacional, esta é a noticia que pode devolver alegria ao país. Ora, ouvimos falar do que afecta a confiança dos agentes económicos, das diversas teorias, mas nunca se abordou o cerne do problema como agora. Como Hayek afirma:"Das duas uma, ou existem razões para a confiança, ou não existem" ... e agora, existe pelo menos mais uma.

Depois de ter sido dado um importante passo com a demonstração dos benefícios de um consumo moderado de cerveja, no qual sempre estivemos bem cotados na Europa é tempo de "apontar baterias" para o Sexo Oral, pela restituição da confiança claro ... e Pela sua Saúde!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

[Impressões]

O toque de um telemóvel pode dizer muito acerca de uma pessoa.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Paradoxos e tal ...

Indeed

Apesar de ser um apreciador do trabalho de Scolari, subscrevo as palavras de Mourinho por inteiro...A meu ver esse e' precisamente o conceito de Selecção Nacional e podia bem constar nos estatutos da F.P.F.!

O Mal Maior celebrou ontem 2 anos ...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Qual o futuro?!

1. António Garcia Pereira
"... está em curso um processo de destruição dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e (...) os advogados têm vindo a perder a função e papel sociais (...) que a ordem reconquiste o seu prestígio e a sua autoridade moral junto dos órgãos do poder..."

2. António Marinho Pinho
"...a Justiça é para se fazer nos tribunais e não em vãos de escada ou em supermercados. É para se fazer por magistrados e advogados independentes e não por funcionários de uma qualquer instituição. Só os tribunais estão vocacionados para administrar a Justiça (...) urgente tomar medidas para impedir a massificação descontrolada da advocacia portuguesa e da consequente degenerescência ética e deontológica que acompanha essa massificação..."

3. Luís Menezes Leitão
"...qualquer advogado possa, se assim o entender, exercer apoio oficioso (...) maior apoio aos jovens advogados, nomeadamente através da efectiva discriminação positiva dos jovens advogados em matéria de contribuições para a Ordem e Caixa de Previdência da OA..."

4. Magalhães e Silva
"...um “exame de entrada” na OA, que faça um “rigoroso escrutínio” de quem está apto a exercer a advocacia (...) como “questões essenciais” (...) o fenómeno da “proletarização da advocacia”, o patrocínio oficioso e as reformas na Justiça, incluindo o novo mapa dos tribunais."

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

(Pausa)

"... As pessoas crescidas gostam de números. Quando lhes falam de um amigo novo, nunca perguntam nada de essencial. Nunca perguntam: «Como é a voz dele? A que é que ele gosta mais de brincar? Faz colecção de borboletas?» Em vez disso, perguntam: «Que idade tem?» (...) Se contarem às pessoas crescidas: «Hoje vi uma casa muito bonita de tijolos cor-de-rosa, com gerânios nas janelas e pombas no telhado...», as pessoas crescidas não conseguem imaginá-la. Precisam de lhes dizer: «Hoje vi uma casa que custou cem mil contos.»"
O Principezinho, Antoine De Saint-Exupéry

Medicinas Alternativas - Acupunctura

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dia Mundial contra a Pobreza e Exclusão Social

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

(mais) Uma coisa interessante que ficou por estudar ...

Nobel da Economia: Teoria permite incentivos para alinhar entidades com posições distintas para atingir fins comuns
A teoria que distinguiu hoje três norte-americanos com o Prémio Nobel da Economia baseia-se no desenho de mecanismos de incentivos que permitem alinhar entidades ou indivíduos com posições distintas na prossecução de fins comuns, explicou à Lusa António Nogueira Leite.
O Prémio Nobel da Economia foi atribuído aos economistas norte-americanos Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson, por terem "criado as bases da teoria do desenho de mecanismos", divulgou hoje Real Academia de Ciências da Suécia.
Para o economista português, o galardão distingue sobretudo o trabalhado realizado no final dos anos 70, princípio dos anos 80, pelos três norte-americanos no desenvolvimento da teoria do desenho de mecanismo que levam à indução de incentivos aos agentes económicos.
Esta teoria microeconómica, refere Nogueira Leite, assenta no desenho de "mecanismos de retribuição, de incentivos", nomeadamente contratuais, que possibilitam, por exemplo, que numa organização "trabalhadores estejam alinhados com gestores, que contratados estejam alinhados com os contratantes".
Com aplicações comuns, esta teoria ajuda a resolver problemas nos mecanismos "de alinhamento de pessoas que, isoladamente, terão objectivos diversos dentro de uma mesma organização".
Ou seja, permite que entidades ou pessoas "que prosseguem fins comuns, mas em posições distintas, possam estar alinhadas em termos de incentivos", explicou o economista.
in Jornal de Negocios

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Take a break!


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Por falar em perseguições...

A perseguição de 1910 à Igreja tem ressurgido, actualmente, através de uma série de actos encapotados.
Sob o mote da modernidade, laicidade, igualdade e outras tantas palavras bonitas e consensuais, os "republicanos" de 1910 encontraram o seu espaço e vêem no actual centenário a grande oportunidade para decretar a "morte" da Igreja.
Começou no novo protocolo, seguiram-se os crucifixos e, agora, a assistência religiosa nos hospitais.
O que virá a seguir?!

domingo, 7 de outubro de 2007

Esta semana ouvi dizer que...

"... A Democracia deve começar dentro dos próprios Partidos ..." (Ouso acrescentar) mas é exactamente aí onde ela é «castrada».

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Guimarães: O bairrismo de homosexuais & terroristas

Diz-se no berço da nacionalidade que "Guimarães é Portugal e o resto são conquistas". Sarcasmos à parte, o espírito que encarna a alma da cidade assenta em grande medida nesta premissa e, em particular, num bairrismo que é exacerbado sob a forma de fervor clubista."Aqui é tudo preto e branco", dizem os sócios do Vitória. E, desse modo, é inadmissível para os mais indefectíveis verem o burgo de onde Afonso Henriques partiu à conquista de Portugal ser reconquistado, ainda que simbolicamente, pelos emblemas dos três grandes do futebol nacional. Talvez seja essa a justificação para que a abertura de casas de adeptos de outros clubes não seja vista com bons olhos. Em tempos já houve um núcleo do Sporting, que encerrou portas entretanto. O Conquistador coraria de vergonha se assim não fosse, garantem alguns adeptos, que chegam mesmo a fazer tábua rasa do direito de livre associação, consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Um alvo para o vandalismo

É precisamente este o ponto de cisão entre os mais arraigados adeptos vitorianos e António Soares, um engenheiro e professor de matemática, de 58 anos, o principal impulsionador da Casa do FC Porto em Guimarães. O espaço, cuja inauguração foi adiada pela direcção portista por não se reunirem "as condições mínimas", tem sido alvo de actos de vandalismo. Após ver a sua própria residência atingida à pedrada, António Soares confessa que já espera de tudo: "Tive um amigo portista que me disse não se querer envolver no projecto da casa por ter medo de retaliações sobre os seus filhos. Eu pensei que ele estava a exagerar, mas hoje sou obrigado a dar-lhe razão." O sócio-fundador e futuro presidente da Casa do FC Porto confessa ter recebido ameaças, tanto via Internet como através de telefonemas anónimos, e deixou de ser sócio do Vitória, apesar de ter comprado o lugar anual. "Deixei de ir ao estádio. Se o fizesse, o mínimo que me poderia acontecer era ser insultado. Receio agressões físicas. Além das mentalidades terroristas que existem nas alas mais radicais, nomeadamente na claque, há muita gente que deveria ter juízo e que apoia este tipo de acções", acusa António Soares.

Ameaças vitorianas

Do outro lado da barricada estão adeptos vitorianos, desde os jovens White Angels, a principal claque do clube, até aos mais velhos. Os "bacteriologicamente puros" apelidam de "vitorinos" todos os vimaranenses que têm um segundo clube. Entre um grupo de sexagenários, que se junta num dos bancos de jardim do Largo do Toural, Manuel Ribeiro Gonçalves, sócio n.º 697, é dos mais exaltados com a hipótese de o FC Porto conquistar o seu espaço na terra de onde nasceu Portugal. Para ele, a cidade só pode ter um clube. "Não queremos ver por cá bandeiras que não sejam pretas e brancas. Essa afronta é motivo para partirem aquilo tudo, incendiarem ou porem lá uma bomba." O discurso não muda junto das camadas mais jovens de adeptos. Berto Guerra, presidente da claque White Angels, que não assume culpas nos recentes desacatos na Casa do FC Porto, critica a iniciativa de António Soares: "Acha que é possível haver condições de segurança? Esse indivíduo nunca se vai sentir seguro depois de abrir uma casa que não pertence a esta cidade."Perante tais ameaças, António Soares reage argumentando: "Aqui há pessoas que desconhecem o significado da palavra tolerância. Esses terroristas locais não podem condenar o fundamentalismo talibã, por exemplo. A lei portuguesa permite a liberdade de associação, é isso que queremos exercer."
in DN

Antes de mais, fica sempre bem repor a verdade dos factos e em Guimarães os adeptos vivem no futebol como os homosexuais no Irão. Quando se aborda a questao do bi-clubismo, a resposta é sempre a mesma, "no Irão nao existem homosexuais", mas toda a gente sabe que os há. Com medo de repressão alguns dizem-se não puros, mas acima de tudo vitorianos, que é como quem diz eu também gosto de salsicha, mas gosto mais de grelos com batatas cozidas... e então já está abilitado a conviver na tribo!

Há que manter o mito vivo e atitudes como está de impedir que a Casa do FCP se instale em Guimarães, é mais uma das atitudes que ajuda a esconder que a afluência poderia ser imensa, numa cidade cheia de benfiquistas, portistas e sportinguistas reprimidos ou com medo de se assumirem ... tal qual um homosexual no Irão!