quinta-feira, 16 de junho de 2005

Retrocesso no desenvolvimento económico português

A notícia é do Semanário Económico, "Eurostat confirma um retrocesso no desenvolvimento económico português", segundo a qual o Eurostat confirma que o rendimento dos portugueses voltou ao nível de há dez anos atrás. Foram portanto 10 anos, cerca de 15% do tempo de vida dos portugueses, "deitados fora" em resultado das políticas dos três últimos governos.
O nosso rendimento per capita, verificado em 2004, é assim equivalente a 73% da média dos 25 parceiros da União Europeia, valor identico ao registado em 1995. Segundo a mesma notícia, os melhores desempenhos foram os do Luxemburgo e da Irlanda. Espanha e a Grécia, habituais "companheiros" nestas "andanças", também registaram evoluções positivas e estão a convergir para a média dos 25.
A generalidade da crítica aponta o dedo à falta de reformas estruturais, culpa das governações anteriores, com especial destaque para o período de governação do Eng.António Guterres que decidiu relegar o crescimento para segundo plano, não apostando na competitividade e na produtividade, logo num período em que o ciclo económico era favorável.
Não houve consciência política para as políticas de sustentabilidade... mas concerteza houve sim lugar às habituais políticas eleitoralistas...

...mais valores a pesar nos ombros do actual Governo Socialista!

1 comentário:

JML disse...

Eu seria um pouco mais incisivo. São responsáveis pela actual condição da economia portuguesa todos os governos desde as políticas introvertidas de Salazar nos anos 40/50.
Portugal apenas cresceu quando foi obrigado a reformar o seu sistema económico aquando das entradas na NAFTA e na CEE. É incrível a quase impotência que os governantes em Portugal têm em implementar reformas objectivas, eficazes e duradouras.
Aponto só um exemplo. Desde 1755, Portugal teve, em média, uma reforma da educação em cada 2 anos. Sem consistência de políticas como podem as pessoas terem uma boa educação, uma educação uniforme...
Ora, sem educação, não há melhorias de produtividade, logo não há crescimento económico acima da média, logo não há convergência com o resto da União Europeia.