quinta-feira, 16 de junho de 2005

ARRASTÃO

Deputada Ana Drago(Bloco de Esquerda) acusa CDS/PP de atitude de direita populista, xenófoba e racista depois dos comentários de Nuno Melo na Assembleia da República.

O deputado Nuno Melo do CDS/PP decidiu levar à Assembleia da República a questão do "Arrastão" que se verificou, a semana passada, na praia de Carcavelos. O mesmo afirmou que deveria ser revista a idade até à qual os jovens são inimputáveis, censurando, obviamente, as agressões físicas e verbais que passaram impunes. As reacções de outros partidos, com destaque para a deputada Ana Drago, foram no sentido de acusar o deputado Nuno Melo de xenofobia e racismo, associando mesmo o seu discurso aos propósitos da manifestação de extrema direita que se realizará no proximo Sábado. Este respondeu obviamente com surpresa, pelo facto de o acusarem de racismo só porque abordou um tema em que os indivíduos envolvidos eram de uma raça ou étnia diferente.
Ridícula, mais uma vez, a intervenção da deputada do Bloco de Esquerda.

13 comentários:

Anónimo disse...

Caro HMAG:

Não concordo em nada com as acusações feitas pela deputada do bloco, mas também sinto necessidade de discordar dos argumentos do parlamentar do CDS.
Quando algum está mal vêm logo dizer que a lei está mal, que é preciso alterar o que esta dispõe. Por mim penso que esata é a solução mais fácil e sinceramente menos eficaz. Preferia que fosse fieta uma avaliação do que leva pessoas a fazerem aquilo que se passou em Carcavelos. Gostava de saber onde a sociedade errou, para que aqueles jovens tivessem tomado aquelas atitudes.
Penso que a culpa do que se passou é mais da sociedade do que da lei, e, portanto, julgo conveniente alterar a sociedade, não a lei.

Pedro Teles

Anónimo disse...

Fiquei surpreendido com a intervenção de mui douta pessoa ( se calhar não deveria ficar), a deputada Ana Drago. Tal comentário só revelou a sede de ser do contra, e a ignorância, algo que parece não ser relevante para pertencer a um partido tão ilustre como o Bloco de Esquerda.
Na base de tal raciocínio está, na minha opinião, o racismo que proclamou estar no discurso de Nuno Melo. Atente-se que o deputado do CDS/PP apenas falou contra tais actos repudiantes em qualquer lado, e não em etnias. Quem partiu de um princípio racista foi a deputado do Bloco de Esquerda, conscientemente ou não( mas diria que é inconsciente só por estar no partido em que está ), ao lançar de imediato o argumento do racismo devido à raça dos causadores do arrastão.
Não está em causa a etnia. Seja branco, vermelho, preto ou amarelo, os culpados devem ser punidos por atentarem contra cidadãos portugueses, privando-os dos seus direitos individuais e lançando um pânico que poderá durar um tempo.
Ridícula ,no mínimo, a intervenção da deputada.
Para finalizar a minha opinião gostaria de plagiar um pouco do Manifesto Anti-Dantas. Se ser do Bloco de esquerda está na moda em Portugal, quero ser espanhol.

J.C.

Sónia Monteiro disse...

São as ditaduras das minorias que agoram vingam em Portugal...

Anónimo disse...

...grande joanense!!!

AgoraEu disse...

Então, SPSM, não há tempo para "postar" mas não resiste a um chiste curto mas tão pouco objectivo?
Isso quer dizer o quê?
Continue o estágio (ou clausura!) para o estudo.

Sónia Monteiro disse...

Ditaduras das minorias??
O que quero dizer com isso?
Muito simples, segundo a concepção da deputada Ana Drago e de muita boa gente, não podemos falar das minorias, dos grupos que aí se formam (saliento que não estou a falar das causas/razões que os levam a tais atitudes, isso é bem mais complicado)pois somos, imediatamente, apelidados de racistas, xenófobos....
As minorias existem (não vamos ignorar esse facto)e devem ser respeitadas mas, apesar de serem em menor número e viverem em determinadas circunstâncias, não devem deixar de ser responsabilizadas pelos actos que praticam (Liberdade=Responsabilidade, é uma lei natural)...
Caso contrário, caímos na "tal" ditadura das minorias que perante a qual nada podemos fazer pois, desculpe-me a expressão, "são uns coitadinhos e pobrezinhos e não têm culpa nenhuma..."
Na minha opinião, caro AgoraEu, o nosso país deve acolher, da melhor forma possível e consoante as suas condições, aqueles que decidem vir para cá (deve continuar a manter a fama de que somos um país hospitaleiro)...
No entanto, Portugal tem um conjunto de tradições, costumes, regras sociais, normas que pautam a nossa convivência e que não podem ser aniquilados... As pessoas que decidem vir para Portugal têm que se pautar/orientar por esses valores e não somos nós que nos temos que adaptar aos novos grupos...
Posteriormente, depois dos exames, abordarei novamente este assunto e se, nestas mais breves palavras, continuar a não ser clara, poderá compreender o meu ponto de vista quando voltar a este assunto.

Bom estudo!

Sónia Monteiro disse...

Ditaduras das minorias??
O que quero dizer com isso?
Muito simples, segundo a concepção da deputada Ana Drago e de muita boa gente, não podemos falar das minorias, dos grupos que aí se formam (saliento que não estou a falar das causas/razões que os levam a tais atitudes, isso é bem mais complicado)pois somos, imediatamente, apelidados de racistas, xenófobos....
As minorias existem (não vamos ignorar esse facto)e devem ser respeitadas mas, apesar de serem em menor número e viverem em determinadas circunstâncias, não devem deixar de ser responsabilizadas pelos actos que praticam (Liberdade=Responsabilidade, é uma lei natural)...
Caso contrário, caímos na "tal" ditadura das minorias que perante a qual nada podemos fazer pois, desculpe-me a expressão, "são uns coitadinhos e pobrezinhos e não têm culpa nenhuma..."
Na minha opinião, caro AgoraEu, o nosso país deve acolher, da melhor forma possível e consoante as suas condições, aqueles que decidem vir para cá (deve continuar a manter a fama de que somos um país hospitaleiro)...
No entanto, Portugal tem um conjunto de tradições, costumes, regras sociais, normas que pautam a nossa convivência e que não podem ser aniquilados... As pessoas que decidem vir para Portugal têm que se pautar/orientar por esses valores e não somos nós que nos temos que adaptar aos novos grupos...
Posteriormente, depois dos exames, abordarei novamente este assunto e se, nestas mais breves palavras, continuar a não ser clara, poderá compreender o meu ponto de vista quando voltar a este assunto.

Bom estudo!

JARV disse...

Tive oportunidade de assitir em directo ao debate na AR a que este post se refere. Realmente fiquei um tanto ou quanto atónito perante a intervenção da excelentíssima deputada do bloco, na qual não deixou de tratar o deputado Nuno Melo de racista e xenófobo (é lamentável que o nível das intervenções na nossa AR seja tão baixo). O facto de o deputado do cds/pp se ter dirigido ao grupo responsável pelo 'arrastão' da praia de carcavelos como, e passo a citar, "delinquentes" despoletou uma reacção a tds os títulos inqualificável por parte de uma deputada que se considera menos racista do que os demais porque fica absolutamente horrorizada quando se chama branco a um branco e preto a um preto. A palavra delinquentes não tem nem nunca terá qualquer conotação de índole racista. Só o interpreta como tal quem tem sede de protagonismo (valeu a pena, teve dto à transmissão da sua interveção no telejornal: parabéns!!).

É lamentável...mas são os políticos que temos.

HMAG disse...

Teles, eu não penso(e concerteza que o Nuno melo tambem não) que a criminalidade dos jovens delinquentes deve ser combatida apenas com punições mais ou menos severas... A verdade é que, têm que ser severamente punidos pelos seus actos(e por vezes é verdade que a questão da inimputabilidade é um entrave muito discútivel), mas claro que a solução passa por alterações a nivel social(educação, condições de vida,...) e que as punições vão "remediando" no presente mas não alteram nada em relação ao futuro...

...isto tudo independentemete da raça!!
(é que as Ana's Drago's andam aí!!)

P.S.:Se ser do bloco de esquerda está na moda em Portugal, quero ser "parolo"... ;)

Anónimo disse...

Hmag:
Mais uma vez permite-me que discorde da tua opinião quando dizes: "que as punições vão "remediando" no presente mas não alteram nada em relação ao futuro...".
Elas alteram em relação ao futuro, vais ter, na minha opinião, uma geração mais violenta, pois as prisões são, infelizmente, verdadeiras escolas do crime e não locais de reintegração social. Isto significa que a médio prazo vais ter jovens que entraram na prisão demasiado cedo (12, 14 anos) e que quando de lá sairem (16, 18 anos) facilmente voltarão à criminalidade pois não terão outro caminho, encontraram uma sociedade fechada. E serão ainda mais violentos, mais rancorosos, mais desiquilibrados, pois foi isso que aprenderão na prisão, quando deviam estar na escola.
Na minha opinião, e concordo quando dizes que a imputabilidade por vezes coloca entraves à realização da justiça, a solução passa, a meu ver, não por serem "severamente punidas", mas por a aplicação de medidas de segurança alternativas à pena de prisão a estes jovens. Assim,poderão trabalhar, primeiro para reparem os danos que cometeram, segundo para descobrirem o valor desse mesmo trabalho e, por fim, quando terminarem essa pena estarem verdadeiramente integrados. Saberão fazer alguma coisa, ainda que seja jardinagem, e terão desta forma um meio de recomeçarem as suas vidas. Mas isto são medidas a juzante do problema. A montante deverão ser tomadas, como muito bem propões, "alterações a nivel social(educação, condições de vida...)". Pois é mais facil prevenir, mais fácil e mais barato.

Claro está, independentemente da raça.

Quanto à moda em Portugal de se ser do Bloco espero que seja, como todas as outras modas a que já vi por cá, passageira.
Pedro Teles

HMAG disse...

Teles, quando referi que a questão da inimputabilidade é discutível, foi com a convicção de que os jovens até determinada idade não devem ter o mesmo tratamento que os "mais velhos", mas por outro lado, também não podem passar impunes os seus actos e as "punições" a que forem sujeitos devem ser severas, podem e devem ser diferentes de uma "estadia" nas cadeias portuguesas mas devem ser "exemplares". Quanto à questão das prisões serem "escolas do crime" e de estes sairem da cadeia com a "sociedade fechada", são outros problemas e outras questões sobre as quais deveriam ser efectuadas alterações, mas não deixam de ser "outros problemas", muito embora condicionem de forma importante a questão principal.

Tiago Freitas disse...

acho que é muito triste estarmos a ser humilhados por raças que nao pertecem a este país.na minha opiniao,que nao passa disso mesmo,uma simples opiniao deveria-mos combater este fenomeno ao qual assistimos diariamente,em que pretos,amarelos e outras raças e etnias tipo ciganos pouco ou nada fazem d positivo pela nossa patria!!legalizar apenas quem esta ca com intençoes de trabalhar,expulsar a restante escumalha!seria esta a soluçao!!!quanto à questao politica,é triste assistir a estas intervençoes ordinarias vindas de um partido constituidos por drogados e pseudo-revoltados que encontraram na vida politica os 5 minutos d fama que qualquer criança anseia para assim se sentir atendida e realizada...dizendo a tudo e todos que sao do contra!!!!

Anónimo disse...

Eis um comentário totalmente desnecessário. Foi para mim um prazer conversar com HMAG sobre a imputabilidade, as soluções necessárias e sobretudo sobre a visão que ambos temos sobre como se deve comportar uma sociedade moderna, um pais desenvolvido. Aquilo que é um imperativo para Portugal, um país em uqe se vive de acordo com as regras de um ESTADO DE DIREITO, onde todos cabem, onde todos têm o seu lugar e aqueles que não vivem de acordo com as regras impostas pela lei e pelo costume devem ser julgados e condenados. INDEPENDENTEMENTE DE COR, RAÇA OU CREDO. Foi uma acusação infundada de racismo que levou HMAG a escrever a sua indignação para com o Bloco. Mas em ponto algum esta discussão entrou em pontos como os que tiago freitas quis ou preconiza. Por mim conversarei sempre e sobre qualquer assunto com HMAG ou com qualquer outro dos que aqui comentaram com a excepção clara de tiagro freitas que vem mostrar o que não é um português, como não é digno da bandeira nacional e nem da história portuguesa.
Pedro Teles