Mostrar mensagens com a etiqueta Desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de junho de 2008

"JÁ QUE FALAM DE IGUALDADE"

Vivemos a época mais igualitária que Portugal e o mundo alguma vez conheceram. No século XIX, era preciso ter dinheiro para votar, quando não para existir. No século XX, era preciso ter dinheiro para estudar. No século XXI, partimos de uma situação mais confortável. Um ensino predominantemente público expandiu as hipóteses de aprendizagem e ascensão para aqueles que o usam bem. Uma economia privada permite que os mais talentosos e esforçados triunfem. A maioria de nós é exposta desde cedo ao mesmo tipo de estímulos, da televisão e da Internet, respondendo, para o mal e para o bem, com normas de comportamento mais ou menos idênticas.

Ao mesmo tempo, as coisas estão a mudar todos os dias. Estamos a passar por uma série de revoluções tecnológicas, laborais e culturais que tornam a vida muito mais difícil para os que não aprendem e não se adaptam. Vivemos uma era em que a informação é abundante e circula depressa, em que muita coisa acontece em simultâneo, em que a diferença entre o que sabemos e não sabemos pode acabar por ser decisiva.

Neste tempo, a grande desigualdade não é financeira, entre os que têm mais e os que têm menos, mas cultural e de conhecimento. Os estudos mostram que aqueles que tiram bons cursos superiores têm melhores empregos do que os outros. Os estudos mostram que há uma nova elite culturalmente apetrechada que só se relaciona com outras elites culturalmente apetrechadas.

Na era cognitiva, como lhe chamou o fantástico colunista do New York Times David Brooks, precisamos de tratar a sério do conhecimento e do modo como as pessoas interagem umas com as outras a aplicar esse conhecimento. Precisamos de combater o abandono escolar para diminuir o fosso entre os educados e os não educados. Precisamos de pensar na informação como um novo espaço para políticas que permitem às pessoas mais oportunidades de usar os seus méritos.

O nosso tempo dispensa que desenterrem as velhas políticas igualitaristas e redistributivas que só criam uma falsa segurança num mundo cada vez mais exigente.
Lembrem-se: são as oportunidades.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Hoje vim trabalhar de boleia ...

Hoje os senhores dos "U-Bahn", sistema de metro em Colonia, decidiram fazer greve ... a 100%! Enquanto me iam dizendo que nao e' normal e que nao tem uma cultura de greve aqui e tal questionei ... "Mas nao tem a funcionar servicos minimos, nem uma rede alternativa de autocarros, nem algo parecido?" ... Nao, nao tem! Alias, o unico sistema que substitui o Metro hoje em Colonia sao os taxis, "inflacionados" pela lei da procura e da oferta, hoje, bastante "viciada"!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento e Qualidade das Instituições

"(...) as instituições e o país que temos e teremos serão sempre o resultado de milhões de pequenas contribuições de milhões de indivíduos. (...) O ser humano gosta de ser reconhecido pelas suas acções (sem dúvida uma importante motivação das acções humanas), e pequenas acções podem não gerar o reconhecimento que os indivíduos esperam. Isto pode acontecer porque os outros não reconhecem o valor das nossas intervenções ou porque sobrevalorizamos a importância dos nossos actos. Parece-me que entre os portugueses as duas atitudes existem, sendo a segunda fruto de uma certa megalomania."

Postas a ler:
O bom exemplo da Finlândia
O bom exemplo da Finlândia II

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Combate ao Crime em Regime de Voluntariado

"Segundo informou (...) a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação criminal, o Ministério da Justiça apoia-se em duas decisões judiciais, segundo as quais o trabalho da PJ entre as 20 e as 8 horas não tem que ser pago. Combate ao crime em Portugal só, pois, nas horas de expediente. Quando, como aconteceu agora no Porto, a PJ precisa de actuar entre as 20 e as 8 fica dependente de conseguir ou não arrebanhar inspectores que não tenham nada que fazer nessa noite e se disponham a trabalhar e a pôr a vida em risco de borla. "

"Por outras palavras, Manuel António Pina" no JN

Agora é só concertar esforços com a Associação Sindical dos Funcionários do "Banditismo", para que concentrem o seu expediente no mesmo período de tempo e aguardem, pelo menos, até quinze minutos depois das oito da manhã para que sejam detidos em casa, quando a situação o justificar.
É de facto (cada vez mais) banal assinar contratos de oito horas, pagos na proporção de cinco e em que se trabalham efectivamente doze.
Claro que tudo isto está sujeito à livre vontade de cada um(o que acontece normalmente devido à forte concorrência existente no mercado de trabalho).
Contudo, quando falamos de justiça não nos podemos dar a esse tipo de veleidades se queremos garantir o desenvolvimento do país e das suas instituições.

"Esse é um dever dos nossos Governos, e terá de ser uma exigência dos portugueses, todos os dias."