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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Trabalhador Qualificado ... Despesa ou Investimento?!

" (...) o problema da formação em Portugal não tem a ver com dinheiro. É resultado da falta de visão dos gestores e empresários que temos. Os que perceberam que não há empresas de sucesso sem trabalhadores qualificados, estão a triunfar. Mas são poucos. Os outros vão vivendo de crise em crise. Pagando salários de miséria.

Melo Ribeiro, o presidente da Siemens, costuma dizer que quando se dá formação a um trabalhador não qualificado, isso resulta em produtividade acrescida no imediato. E, realça, não é preciso pô-lo numa universidade. Se ao menos a maioria das empresas percebesse isto."

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"O Grande Mal da Humanidade", segundo Joao Cesar das Neves:

Joao Cesar das Neves, escreve no DN sobre a razao dos males da humanidade: O sexo!


"Dois meses após o Maio de 68 e três anos depois do Concílio Vaticano II, a sociedade e a Igreja encontravam-se em grande turbulência. Vivia-se a revolução sexual, com a pílula contraceptiva transformando os costumes. O Papa, após dois anos de reflexão, determinou na encíclica a posição da Igreja. O que fez foi reafirmar a doutrina cristã. (...) A profecia realizou-se. Em nome da modernidade caiu-se na pornografia em massa, na promoção do aborto, divórcio, deboche e perversão, no descalabro da educação, solidariedade e castidade, no horror da traição, solidão, depressão, suicídio. A sociedade ocidental, no meio da prosperidade, debate-se com terríveis problemas, da sida ao insucesso escolar e à decadência populacional, que advêm desta suposta revolução sexual."

Mas va' la' que deixou margem de manobra:

"É verdade que muitos casais praticantes não seguem este ponto da doutrina, como ao longo dos séculos milhões de católicos disseram mentiras, faltaram à missa ou desviaram fundos. O pecado dos homens não invalida a verdade da Fé."

Ufa!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

"JÁ QUE FALAM DE IGUALDADE"

Vivemos a época mais igualitária que Portugal e o mundo alguma vez conheceram. No século XIX, era preciso ter dinheiro para votar, quando não para existir. No século XX, era preciso ter dinheiro para estudar. No século XXI, partimos de uma situação mais confortável. Um ensino predominantemente público expandiu as hipóteses de aprendizagem e ascensão para aqueles que o usam bem. Uma economia privada permite que os mais talentosos e esforçados triunfem. A maioria de nós é exposta desde cedo ao mesmo tipo de estímulos, da televisão e da Internet, respondendo, para o mal e para o bem, com normas de comportamento mais ou menos idênticas.

Ao mesmo tempo, as coisas estão a mudar todos os dias. Estamos a passar por uma série de revoluções tecnológicas, laborais e culturais que tornam a vida muito mais difícil para os que não aprendem e não se adaptam. Vivemos uma era em que a informação é abundante e circula depressa, em que muita coisa acontece em simultâneo, em que a diferença entre o que sabemos e não sabemos pode acabar por ser decisiva.

Neste tempo, a grande desigualdade não é financeira, entre os que têm mais e os que têm menos, mas cultural e de conhecimento. Os estudos mostram que aqueles que tiram bons cursos superiores têm melhores empregos do que os outros. Os estudos mostram que há uma nova elite culturalmente apetrechada que só se relaciona com outras elites culturalmente apetrechadas.

Na era cognitiva, como lhe chamou o fantástico colunista do New York Times David Brooks, precisamos de tratar a sério do conhecimento e do modo como as pessoas interagem umas com as outras a aplicar esse conhecimento. Precisamos de combater o abandono escolar para diminuir o fosso entre os educados e os não educados. Precisamos de pensar na informação como um novo espaço para políticas que permitem às pessoas mais oportunidades de usar os seus méritos.

O nosso tempo dispensa que desenterrem as velhas políticas igualitaristas e redistributivas que só criam uma falsa segurança num mundo cada vez mais exigente.
Lembrem-se: são as oportunidades.

domingo, 16 de março de 2008

Dura Praxis, Sed Praxis

Sim, ainda a praxe. Parece que afinal, nos dias que correm, ainda se descobrem ai uns "abutres" que gostam dessas "práticas selvagens"! Mais um texto que descreve a praxe como ... alegria, companheirismo ... saudade!

E esta hein?!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Gostava mesmo de ter escrito isto!

Em resposta a este post do Pedro:

Todos Contra Todos

"Tornou-se snob criticar os professores. Como se fossem os responsáveis pelas passagens administrativas para cumprir metas europeias por via de um facilitismo terceiro-mundista."

Pedro Morgado

Surge este comentario:

"Este é um cenário em que faz todo o sentido a velha máxima de dividir para reinar. Elegem-se algumas classes, apontam-se-lhes os privilégios e consegue-se mobilizar uma boa parte da opinião pública contra elas.

Já constámos que o arrastar crónico do país é culpa dos funcionários públicos, que encontram sempre um artigozito que lhes permite ir de férias ou então ficar na “repartição” a fazer tudo menos trabalhar. São uns mandriões, diz-se. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.
Já verificámos que os professores são claramente os responsáveis pela ineficiência do nosso sistema de ensino, pois estão sempre dispostos a faltar. São uns incompetentes, pensamos. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.

Já percebemos que o que vai mal na saúde se deve aos médicos, que também passam o tempo em férias à custa dos laboratórios e afins ou então a desviar utentes do SNS para os seus consultórios. São uns interesseiros, argumenta-se. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.

Já vimos que os males da justiça se devem aos juízes, que passam igualmente o tempo de férias ou então a ler romances em vez das resmas de processos que se acumulam nos seus gabinetes. São uns privilegiados, ouve-se. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.

Já entendemos que os problemas no mundo da comunicação se devem aos jornalistas, habituados também a férias pagas por alguém a troco de uma noticiazinha favorável. São uns vendidos, asseguramos. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.

Já notámos que a culpa da insegurança é dos agentes da autoridade, uns barrigudos que preferem ficar dentro de portas em frente a computadores que não sabem utilizar em vez de andarem na rua. São uns medricas, afirmamos. Dedução lógica: é bem feita que lhes tramem a vida.

Os empresários querem explorar os trabalhadores, os sindicalistas querem usar o estatuto que têm para nem sequer pôr o pé no posto de trabalho, os políticos querem tacho para ganhar dinheiro porque são uns comedores... e por aí fora.

Assim é fácil. Basta pegar em alguns maus exemplos que existem em todas as profissões, generalizar à classe inteira e conseguir o apoio da população para medidas muitas vezes gravosas para o futuro do país. E nós vamos aplaudindo alegremente, até que alguém atinge os nossos direitos. Mas, aí, o mais provável é que os outros aplaudam a nossa desgraça. É triste nivelar por baixo!"


Comentario por Lois Lane neste post do Avenida Central

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ora ai está: para quando mais cursos ... profissionais!?

"Mais do que alimentar gente que anda a ganhar dinheiro a prometer sucesso com testes de orientação vocacional, o que era bom é que no Ministério da Educação percebessem para onde é que o país vai e de que tipo de técnicos e de qualificações precisa para esse futuro. Em vez de estarmos a engrossar anual e alegremente a lista dos doutores desempregados. "

Manuel Serrão, no JN

- Para que não sejam as ordens a "regular/impedir" o acesso à profissão.
- Para que os recém-licenciados não tenham apenas as opções: "explorados" ou "desempregados".
- Para que a formação neste país se adapte às necessidades da nossa indústria e dos serviços.
- Para que as Universidades deixem de pensar nos alunos como fonte de receita e os vejam como a "matéria-prima".

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Laicidade radical e intolerante

Primeiro, eram os simbolos religiosos que se revelavam uma afronta para a Laicidade, depois os nomes de Santos associados aos nomes das escolas. Estava eu a cogitar que talvez o próximo passo, fosse a tentativa de banir as palavras com conotacão religiosa, dos discursos, programas de televisao ou até das letras das músicas que passam nas rádios nacionais, mas afinal não foi por ai.

Agora são os discursos de cariz religioso, neste caso, do Papa numa Universidades. Porque assume "posições conservadoras (...) em diversas matérias sociais e, sobretudo, a sua concepção de uma investigação científica subordinada à fé religiosa."

Tudo, em nome da Laicidade, numa clara demonstracão de intolerância e desrespeito pelo conhecimento, contrariando a pluralidade de ideias que normalmente querem fazer passar como ideal ... "Laico".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Filhos de um outro Deus

"O padre de Campo, Couto, Roriz e Tamel S. Fins, em Barcelos, vai deixar de dar os sacramentos e privar o acesso a todos os bens, movimentos e serviços (missas de sufrágios, catequese, atestados) naquelas quatro paróquias aos fiéis que não estejam inscritos nem tenham pago a côngrua (um dia do salário mensal) até ao próximo dia 23. O aviso, lançado no boletim paroquial e no fim da missa dominical, "sustenta-se no que diz o direito canónico e a Conferência Episcopal", realçou Avelino Castro, de 29 anos e sacerdote desde 2006."
Depois de tanto se falar da qualidade do ensino em Portugal, esta notícia sobre um Padre recém-formado, faz-me pensar se as coisas andarão melhor nos nossos Seminários.
Infelizmente, a Igreja em Portugal também tem "destas coisas".