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segunda-feira, 21 de julho de 2008

"O Grande Mal da Humanidade", segundo Joao Cesar das Neves:

Joao Cesar das Neves, escreve no DN sobre a razao dos males da humanidade: O sexo!


"Dois meses após o Maio de 68 e três anos depois do Concílio Vaticano II, a sociedade e a Igreja encontravam-se em grande turbulência. Vivia-se a revolução sexual, com a pílula contraceptiva transformando os costumes. O Papa, após dois anos de reflexão, determinou na encíclica a posição da Igreja. O que fez foi reafirmar a doutrina cristã. (...) A profecia realizou-se. Em nome da modernidade caiu-se na pornografia em massa, na promoção do aborto, divórcio, deboche e perversão, no descalabro da educação, solidariedade e castidade, no horror da traição, solidão, depressão, suicídio. A sociedade ocidental, no meio da prosperidade, debate-se com terríveis problemas, da sida ao insucesso escolar e à decadência populacional, que advêm desta suposta revolução sexual."

Mas va' la' que deixou margem de manobra:

"É verdade que muitos casais praticantes não seguem este ponto da doutrina, como ao longo dos séculos milhões de católicos disseram mentiras, faltaram à missa ou desviaram fundos. O pecado dos homens não invalida a verdade da Fé."

Ufa!!

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Convertido


José Saramago

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O novo casamento

Não sei se o meu currículo (quatro casamentos; dois com a mesma pessoa) me impede de escrever sobre essa venerável instituição, se ainda é venerável e, sobretudo, instituição, que, suponho, seguindo o admirável Zapatero e o amor nacional pelo "moderno", o PS pretende agora reformar. O casamento era, para o Estado, um compromisso legal e, para a Igreja, um sacramento. Criava deveres, como criava direitos. Mas, segundo Alberto Martins, parece que já não deve assentar na lei, seja ela qual for sempre coactiva. Deve assentar na consoladora liberdade do afecto. Ou, por outras palavras, deve passar de um contrato perpétuo a uma espécie de encontro temporário, logicamente revocável, se o afecto de qualquer das partes, por natureza etéreo e fugidio, deixar de existir.
O PS também pretende abolir a culpa do processo de divórcio, abolindo o divórcio litigioso. Para começar, porque a própria noção de culpa tresanda a cristianismo e à sua variante católica, tradicionalmente obcecada pelo pecado da carne e pela influência corruptora da mulher. E depois porque a consciência contemporânea se emancipou da culpa, quando não se trata de multiculturalismo ou feminismo, de pedofilia ou de ambiente, ou, pior do que isso, de um atentado cego e celerado contra o nosso divino corpo, como por exemplo fumar um cigarro. Aí o Estado não hesita em proibir e punir. Quanto ao resto, o Estado pretende, e muito bem, tornar fácil o prazer, que nos justifica e alimenta. A inconveniência de um cônjuge ou o estéril escrúpulo de o abandonar pode (vem nos livros) coibir esse prazer. Declarar o afecto caduco resolve o assunto.Infelizmente, não ocorreu ao PS (como antes não tinha ocorrido ao Bloco) que o novo casamento, se merece a palavra, só beneficia a classe média próspera. E, dentro da classe média próspera, beneficia o homem mais do que a mulher, porque evidentemente o homem ganha em média mais do que a mulher. Quanto à multidão que sobra, e pela mesma razão, a vantagem do homem é arrasadora. Fora que o mercado de trabalho favorece o homem e desfavorece a mulher (invariavelmente a última contratada e a primeira despedida) e que a mulher fica em geral com os filhos, um encargo sem preço. Dito isto, falta esclarecer um mistério: para que serve agora o casamento de homossexuais?

28.03.2008, Vasco Pulido Valente

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nos Blogues dos Outros:

Mais uma "investida" da ASAE descrita no Impertinências, desta vez em grande estilo pelas Igrejas do nosso país.

No
Ruptura Vizela mostram-se "bons exemplos de uma ditadura repelente e não de exemplo de Comunismo", que eu preferiria chamar de bons exemplos do comunismo que tem tanto de hipócrita como de repelente.

No
Avenida Central damos conta de que o Pedro se anda a rir tanto como o Sr.Fiuza a propósito desta história do Meyong. Verdade seja dita, os discursos de cordeiro daquela raposa que enviou o Gil Vicente para a Segunda Liga, não comovem, são puro entretenimento.

No Atlântico, podemos ler uma curiosidade sobre a origem da expressão “fumador passivo”. Fumo mata(va) ... Ai se não mata(va)!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Laicidade radical e intolerante

Primeiro, eram os simbolos religiosos que se revelavam uma afronta para a Laicidade, depois os nomes de Santos associados aos nomes das escolas. Estava eu a cogitar que talvez o próximo passo, fosse a tentativa de banir as palavras com conotacão religiosa, dos discursos, programas de televisao ou até das letras das músicas que passam nas rádios nacionais, mas afinal não foi por ai.

Agora são os discursos de cariz religioso, neste caso, do Papa numa Universidades. Porque assume "posições conservadoras (...) em diversas matérias sociais e, sobretudo, a sua concepção de uma investigação científica subordinada à fé religiosa."

Tudo, em nome da Laicidade, numa clara demonstracão de intolerância e desrespeito pelo conhecimento, contrariando a pluralidade de ideias que normalmente querem fazer passar como ideal ... "Laico".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Filhos de um outro Deus

"O padre de Campo, Couto, Roriz e Tamel S. Fins, em Barcelos, vai deixar de dar os sacramentos e privar o acesso a todos os bens, movimentos e serviços (missas de sufrágios, catequese, atestados) naquelas quatro paróquias aos fiéis que não estejam inscritos nem tenham pago a côngrua (um dia do salário mensal) até ao próximo dia 23. O aviso, lançado no boletim paroquial e no fim da missa dominical, "sustenta-se no que diz o direito canónico e a Conferência Episcopal", realçou Avelino Castro, de 29 anos e sacerdote desde 2006."
Depois de tanto se falar da qualidade do ensino em Portugal, esta notícia sobre um Padre recém-formado, faz-me pensar se as coisas andarão melhor nos nossos Seminários.
Infelizmente, a Igreja em Portugal também tem "destas coisas".